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CEFETBG - Seja Bem Vindo!

Sobre o CEFET

Cooperativa Escola dos Alunos da Escola Agrotécnica Federal de Bento Gonçalves LTDA.

DECLARAÇÃO DA ALIANÇA COOPERATIVA INTERNACIONAL SOBRE IDENTIDADE COOPERATIVA.

Definições

Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas, unidas voluntariamente para atender suas necessidades e aspirações econômicas, sociais e culturais comuns, através de uma empresa coletiva e democraticamente controlada.

O que é Cooperativa Escola?

É uma associação de alunos do ensino de primeiro e segundo graus regidas por eles mesmos, sob a orientação de um coordenador, para a realização de atividades comuns. Inspirada nos princípios cooperativistas, com a finalidade educativa, servindo-se de atividades sócio-econômicas.

Objetivos

  • Educar os associados, tendo como fundamento a doutrina cooperativista, no seu currículo pleno;
  • Será laboratório operacional, para a prática e a fixação dos princípios educacionais, preconizados na doutrina, através da autogestão;
  • Promover a defesa econômica dos interesses comuns, bem como a prestação de outros serviços de convivência de ensino e do interesses dos associados.
  • Representar os interesses e anseios dos associados junto à Escola

Valores

As Coopera estão baseadas nos valores de auto-ajuda, responsabilidade própria, democrática, igualdade, equidade e solidariedade. Com base na tradição de seus fundadores, os membros da cooperativa acreditam nos valores éticos de honestidade, sinceridade, responsabilidade social e preocupados com os outros.

Princípios

Os princípios cooperativos são diretrizes segundo as quais as cooperativas colocam seus valores em prática.

Adesão Livre e Voluntária

Cooperativas são organizações voluntárias abertas a todas as pessoas aptas para usarem seus serviços e dispostas a aceitarem suas responsabilidades de sócios, sem discriminação de gênero, social, racial, político ou religiosa.

Controle Democrático pêlos Sócios

As cooperativas são organizações democráticas controladas pêlos seus sócios, os quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e nas tomadas de decisões. Homens e mulheres, eleitos como representantes, são responsáveis para com os sócios. Nas cooperativas de primeiro grau (singulares), os sócios têm igualdade de votação (um sócio, um voto); as cooperativas de outros níveis também são organizadas de maneira democrática.

Participação do Sócio

Os sócios contribuem eqüitativamente e controlam democraticamente o capital de sua cooperativa. Ao menos, parte desse capital é usualmente propriedade comum da cooperativa. Eles recebem uma compensação limitada, se houver alguma, sobre o capital subscrito (realizado), como uma condição de sociedade. Os sócios alocam a sobras para os seguintes propósitos:

  • Desenvolvimento da cooperativa, possibilitando o estabelecimento de reservas, parte das quais poderão ser indivisíveis;
  • Retornos aos sócios na proporção de suas transações com as cooperativas;
  • Apoio a outras atividades que forem aprovadas pêlos sócios.
Autonomia e Independência

As cooperativas são organizações autônomas de ajuda mútua, controladas pôr seus membros. Se elas entram em acordo com outras organizações, incluindo governamentais, ou recebem capital de origens externas, elas devem fazê-lo em termos que assegurem o controle democrático de seus sócios e mantenham sua autonomia.

Educação, treinamento e Informação

As cooperativas oferecem educação e treinamento para seus sócios, representantes eleitos, administradores e funcionários; assim eles podem contribuir efetivamente para seu desenvolvimento. Eles informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes fornecedores de opinião, sobre a natureza e os benefícios da cooperação.

Cooperação entre cooperativas

As cooperativas atendem seus sócios mais efetivamente e fortalecem o movimento cooperativo, trabalhando juntas através de estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais.

Preocupação com a Comunidade

As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas comunidades através de políticas aprovadas pôr seus membros.

Manchester, setembro de 1195.

Conheça um pouco mais sobre cooperativismo escolar

O que é Cooperativismo Escolar? Nascido num período pós-guerra, na França em 1919, o cooperativismo escolar visava construir um novo mundo aqueles pequenos estudantes que tiveram suas famílias destruídas pêlos males da guerra. A Cooperativa Escolar é uma sociedade sui-generis, pois os fins educativos preponderam sobre os fins econômicos. É uma instituição democrática, de cunho educativo, social, político e também econômico, formada pôr alunos de um estabelecimento de ensino com a finalidade de educar na prática de entre-ajuda, como forma de bem estar a todos.
A Cooperativa Escola funciona como outra cooperativa qualquer, e tem como objetivo básico o bem estar dos alunos estudantes de nossa Escola.

Como surgiu a nossa cooperativa

O Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento Gonçalves (CEFET-BG) foi fundada em 1959. Desta data até 1971 estudaram na Escola alunos que não tinham necessidade de alojamento. Em 1971 ingressaram na Escola muitos filhos de agricultores cujos pais lutavam com dificuldades para mantê-los estudando na cidade. Estes jovens resolveram formar uma comissão e pedir à Direção da Escola abertura de alojamento e refeitório. A Direção atendeu ao pedido e a comissão passou a efetivar uma campanha para a formação de uma associação que passou a chamar-se “Cooperativa”, mas ainda não havia sido legalizada.

Logo elegeram a primeira diretoria que era responsável pôr efetuar as compras de gêneros alimentícios, com o dinheiro provindo dos estudantes que ali passaram a fazer suas refeições.

Até 22 de abril de 1979, a Associação cresceu forte e sólida, e tudo era decidido em reuniões chamadas “Assembléias da Cooperativa”.

A participação em comum no processo decisivo propicia um amadurecimento de educando e um crescimento no espírito cooperativo. Este período que podemos chamar de Pré Cooperativa foi de extrema importância para o processo de legalização e funcionamento da cooperativa. Foi nesta época que brotaram várias idéias, tais como a cooperação através do auxílio mútuo, como forma de alcançarem um bem comum.
Foi realizado um trabalho de motivação que mobilizou a grande maioria da comunidade escolar, num meio imprescindível para o processo de fundação, organização e funcionamento da Cooperativa-Escolar.

Esta motivação trouxe para a Escola uma esperança, a qual estimulou os alunos a participar, sem serem forçados a formar a nova cooperativa. Com este trabalho, surgiram ainda outros benefícios sociais tais como a solidariedade entre os cooperados., bem como a união de todos na soma de esforços para a defesa econômica dos interesses comuns.

Devemos ressaltar que durante esta fase, foram encontradas dificuldades com relação à credibilidade do Sistema Cooperativo pôr parte do corpo docente e funcionários. Este fato prejudicou o trabalho de orientação, no sentido de valorizar a participação do educando no processo educativo, como também respeitar a individualidades no momento de tomada de decisões. Este desconhecimento do sistema cooperativo foi devido à falta de uma educação específica voltada para a participação e, aos péssimos exemplos vivenciados em nível de região.

Pela experiência vivenciada, comprovamos que o êxito no funcionamento pleno está condicionado ao trabalho de conscientização perante a comunidade escolar.

Pela experiência vivenciada, comprovamos que o êxito no funcionamento pleno está condicionado ao trabalho de conscientização perante a comunidade escolar.
Vimos que, para a formação íntegra do técnico e do seu bem-estar social, a cooperativa-escola é de fundamental importância, pêlos inúmeros bens prestados pela mesma, sempre em vista das finalidades e objetivos da instituição e, principalmente, do conhecimento da doutrina e dos dispositivos legais que regem o Cooperativismo.

Anderson Colognese
Fonte: Cignachi, Ivo Luiz – “Uma experiência em educação cooperativista”. Cadernos Cedope, 1990.

Dos Órgãos Sociais

A Cooperativa é administrada e fiscalizada pelos seguintes órgãos:

Assembléia Geral

É o órgão supremo da cooperativa dentro dos limites legais e do Estatuto, cabendo-lhe a tomada de toda e qualquer decisão de interesse da sociedade e suas deliberações vinculam-se a todos, ainda que ausentes ou discordantes.

Diretoria

é composta pôr oito membros, escolhidos pela Assembléia Geral entre os associados, sendo composta do Presidente, Vice-Presidente, primeiro e segundo Secretários, primeiro e segundo Tesoureiros e primeiro e segundo Gerentes.

Conselho Fiscal

Compõe-se de três membros efetivos e de igual número de suplentes, eleitos anualmente, dentre os alunos associados em Assembléia Geral.

Conselho de representantes

Será constituído pôr dois representantes de cada turma, eleitos anualmente pela mesma, sendo um efetivo e um suplente.

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