O Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Especiais – NAPNE é um órgão que foi institucionalizado no CEFET/BG por intermédio do programa TECNEP - Educação, Tecnologia e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Especiais, desenvolvido pela SETEC (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica) em parceria com a SEESP (Secretaria de Educação Especial) do MEC (Ministério da Educação e Cultura), ao qual, como IFET (Instituição Federal de Educação Tecnológica), nossa instituição está diretamente vinculada.
Desde sua criação, em dezembro de 2004, este núcleo vem desenvolvendo atividades que propiciam a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais (PNEEs), tais como: cursos de Informática, teatro, atividades físicas, olericultura, atendimento psicológico, livro falado e digitação de material didático.
Atualmente contamos com vinte alunos deficientes visuais de Bento Gonçalves e região que estão sendo beneficiados com esses atendimentos.
O objetivo principal desse trabalho é a promoção da inclusão social, autonomia e preparação desses sujeitos para o mercado de trabalho.




Os voluntários do CEFET/BG realizam o trabalho de digitação de material didático solicitado pela ADVBG para serem posteriormente disponibilizados às escolas/universidades que possuem alunos invisuais.




Os voluntários do CEFET/BG (entre eles funcionários e alunos) realizam o trabalho de "ledores", ou seja, gravam livros ou trechos de revistas sugeridos pela ADVBG (Associação Dos Deficientes Visuais De Bento Gonçalves) em fitas K7 para serem posteriormente isponibilizadas aos invisuais.



A psicóloga da Instituição (Susana Zandoná) realizou um encontro com um grupo de deficientes visuais em 2004. Em 2005, eventualmente realiza um trabalho de forma individual

NES- Instituto Nacional de Educação de Surdos
http://www.ines.org.br/libras/index.htm
CEFET-SC- Centro Federal De Educação Tecnologica de Santa Catarina
http://hendrix.sj.cefetsc.edu.br/~nepes/
Seis pontinhos em relevo,
belo quadro sem moldura,
eis a escrita e a leitura
das pessoas que não vêem.
Cela Braille, luminosa,
Constelação que fulgura
Jorrando luz e cultura
Naqueles dedos que lêem!
Waldin de Lima
De acordo com GIL (2000, p.43), "o sistema braille é inscrito em relevo e explorado por meio do tato". "Ele consta da combinação de seis pontos em relevo dispostos em duas colunas de três pontos. O espaço ocupado por esses seis pontos é denominado de cela braille" (LEMOS et al, 1999, http://www.deficientesvisuais.org.br), que mede 6 ml de altura por 2 de largura, tamanho esse perfeitamente abrangido pela área sensível de um dedo e reconhecível pelos milhares de receptores ali localizados. Os pontos de cela são numerados da seguinte forma: coluna da esquerda: pontos 1, 2 e 3: de cima para baixo; coluna da direita: pontos 4, 5 e 6, também de cima para baixo, conforme ilustra a figura (ampliada)

De acordo com os autores supracitados, as diferentes combinações desses seis pontos permitem sessenta e três combinações diferentes.
As dez primeiras letras do alfabeto latino (a-j) são formadas pelas diversas combinações possíveis dos quatro pontos superiores (1-2-4-5). Essas mesmas combinações, (na mesma ordem), assumem também as características dos valores numéricos 1-0, quando precedidos do sinal de número que é formado pelos pontos 3-4-5-6.
As dez letras seguintes são as combinações das dez primeiras letras, acrescidas do ponto 3 e formam a segunda linha de sinais. A terceira linha é formada pelo acréscimo dos pontos 3 e 6 às combinações da primeira linha.
No ocidente, vinte e seis sinais são utilizados para o alfabeto; dez para os sinais internacionais de pontuação, que correspondem aos dez símbolos da quinta linha, localizados na parte inferior da cela Braille (pontos 2-3-5-6). Os vinte e sete sinais restantes são destinados às especificidades de cada idioma (letras acentuadas, por exemplo) e para abreviaturas.
Doze anos após a invenção desse sistema, Louis Braille acrescentou a letra "w" ao décimo sinal da quarta linha, para atender às necessidades da língua inglesa.
Além da letra "w", são representadas também, no alfabeto braille, as letras "k" e "y" do alfabeto inglês e símbolos representativos de letras que não são usadas com acento.
Como a cela Braille tem dimensões fixas, tornou-se necessário a utilização de símbolos especiais para representar as letras acentuadas. Outra conseqüência da dimensão da cela é a representação de letras maiúsculas ou minúsculas
(BRINI, 1991, p.173). Convencionou-se, então, utilizar um símbolo especial para representar as letras maiúsculas.
Segue abaixo o alfabeto braile:
Fonte: http://www.ibcnet.org.br/Texto/braille_alfabetotxt.html
O Sistema Braille é utilizado por extenso, isto é, escrevendo-se a palavra letra por letra, ou de forma abreviada, adotando-se códigos especiais de abreviaturas para cada idioma ou grupo lingüístico. O Braille por extenso é denominado grau 1. O grau 2 é a forma empregada para representar, de maneira abreviada, as conjunções, preposições, pronomes, prefixos, sufixos, grupos de letras que são comumente encontradas nas palavras de uso corrente.
A principal razão do emprego da forma abreviada é reduzir o volume dos livros em Braille e permitir o maior rendimento na leitura e na escrita. Uma série de abreviaturas mais complexas forma o grau 3, que necessita de um conhecimento profundo do idioma, uma boa memória e uma sensibilidade tátil muito desenvolvida, por parte do leitor cego.
Uma página braille típica contém 26 a 28 linhas e 30 a 32 caracteres por linha.
Segundo BRINI (1991), desde sua criação, o braille não teve nenhuma modificação na sua estrutura básica. Esse sistema teve uma longa trajetória para implantar-se em todos os países do mundo. Sua difusão deve-se, principalmente, aos esforços das missões religiosas no oriente e ao notável empenho da UNESCO, para a divulgação e unificação do Braille.
Assim, o Sistema Braille aplica-se à estenografia 1, à música e às notações científicas em geral, sendo de extraordinária universalidade, pelo fato de poder exprimir diferentes idiomas e escritas.
O aparelho de escrita, utilizado por Louis Braille, consistia de uma prancha , uma régua com duas linhas com janelas correspondentes às celas braille, que se encaixava nas extremidades laterais da prancha e o punção . O papel era introduzido entre a prancha e a régua, o que permitia à pessoa cega pressionando o papel com o punção escrever os pontos em relevo. Hoje as regletes têm uma variação de modelos e materiais e são largamente usadas pelos cegos"
(BRINI, 1991, p.172).
De acordo com GIL (2000), o braille pode ser escrito através de dois tipos de equipamento: o conjunto manual de reglete e punção ou a máquina de datilografia Perkins-Braille (produzida no Brasil desde 1999). Atualmente, porém, existem também as impressoras braille, capazes de imprimir textos previamente digitados.
As regletes, quer sejam modelos de mesa ou de bolso, consistem essencialmente de duas placas de metal ou plástico, com reentrâncias dispostas em quatro linhas numa parte e depressões correspondentes na outra
(REVISTA VIVÊNCIA, 1996, p.34). Essas placas são fixas de um lado com dobradiças, de modo a permitir a introdução do papel.


Fonte: http://www.deficientesvisuais.org.br/Braille.htm
A placa superior funciona como a primitiva régua e possui os retângulos vazados correspondentes às celas braille. Diretamente sob cada retângulo vazado, a placa inferior possui, em baixo-relevo, a configuração da cela braille. Ponto por ponto, a pessoa cega, com o punção, forma o símbolo braille correspondente às letras, números ou símbolos desejados.
O punção é uma ferramenta que contém uma pequena haste de metal com a ponta arredondada e com punho anatômico para encaixar na mão. (REVISTA VIVÊNCIA, 1996, p.34).
Na reglete, escreve-se o braille da direita para a esquerda, na seqüência normal de letras ou símbolos. A leitura é feita normalmente da esquerda para a direita, apalpando-se os relevos feitos pelo punção, normalmente com a ponta do dedo indicador. Conhecendo-se a posição dos pontos correspondentes a cada símbolo, torna-se fácil tanto a leitura quanto a escrita feita em regletes. A escrita na reglete pode tornar-se tão automática para o cego quanto a escrita com o lápis para a pessoa de visão normal, diferenciando-se, porém, quanto ao desgaste físico, que, no caso do braille, é maior.
Além da reglete, o braille pode ser produzido através de máquinas especiais de datilografia braille, que contêm sete teclas. Cada tecla corresponde a um ponto e, a outra, ao espaço. O papel é fixado e enrolado em rolo comum, deslizando, normalmente, quando pressionado o botão de mudança de linha. O toque de uma ou mais teclas, simultaneamente, produz a combinação dos pontos em relevo, correspondente ao símbolo desejado. O braille é produzido da esquerda para a direita, podendo ser lido normalmente sem a retirada do papel da máquina. Existem diversos tipos de máquinas de datilografia braille, tendo sido a primeira delas inventada por Frank H. Hall, em 1892, nos Estados Unidos.
Hoje, as imprensas braille produzem livros a partir de matrizes de metal ou formulários contínuos, utilizando máquinas eletrônicas com sistemas informatizados. A impressão do relevo pode ser feita dos dois lados do papel ou da matriz. Esse é o braille interpontado: os pontos são dispostos de tal forma que a impressão de um lado não coincide com a impressão do outro, permitindo uma leitura corrente, um aproveitamento melhor do papel, reduzindo o volume dos livros transcritos.
Novos recursos para a produção do braille têm sido empregados de acordo com os avanços tecnológicos de nossa era. O braille, hoje, é produzido por equipamentos e sistemas informatizados.
A maioria dos leitores cegos lêem, preferencialmente, com a ponta do dedo indicador de uma das mãos. Um grande número de pessoas, entretanto, que não são ambidestras em outras atividades, podem ler o Braille com as duas mãos. Algumas pessoas utilizam o dedo médio ou anular, ao invés do indicador. Os leitores mais experientes utilizam o dedo indicador da mão direita, com uma leve pressão sobre os pontos em relevo, o que lhes permite uma ótima percepção, identificação e discriminação dos símbolos braille. Esse fato acontece somente através da estimulação contínua dos dedos pelos pontos em relevo. Essa estimulação é mais forte quando se movimenta a mão ou mãos sobre cada linha escrita, num movimento da esquerda para a direita. Alguns leitores são capazes de ler cento e vinte e cinco palavras por minuto com uma só mão. Alguns outros, que lêem com as duas mãos, conseguem dobrar a sua velocidade de leitura, atingindo duzentas e cinqüenta palavras por minuto.
Em geral, a média atingida pela maioria de leitores é de cem palavras por minuto. É a simplicidade do Braille que permite essa velocidade de leitura. Os pontos em relevo permitem a compreensão instantânea das letras como um todo, uma função indispensável ao processo da leitura.
Para a leitura tátil corrente, os pontos em relevo devem obedecer às medidas- padrão e a dimensão da cela Braille deve corresponder à unidade perceptual tátil da ponta dos dedos. Todos os caracteres devem possuir a mesma dimensão, obedecendo aos espaçamentos regulares entre as letras e as linhas. A posição de leitura deve ser confortável, de modo que as mãos dos leitores fiquem ligeiramente abaixo de seus cotovelos.
Fonte: Sonza, Andréa Poletto. Acessibilidade de Deficientes Visuais aos Ambientes Digitais Virtuais . Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Programa de Pós-Graduação em Educação, Porto Alegre, 2004. 197f .
1 Método de escrever tão rápido como uma pessoa fala, por meio de sinais e abreviaturas. O mesmo que taquigrafia.
Programa que transcreve automaticamente documentos em texto para braille, para posterior impressão. O texto pode ser digitado diretamente no Braille Fácil ou importado a partir de um editor de textos convencional.
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Nem todas as pessoas têm possibilidade de acessar os recursos que o mundo digital oferece, devido a deficiências que podem ser motoras, visuais, auditivas, físicas, entre outras.
Em função disso existem sistemas/dispositivos que apresentam algumas soluções; são as chamadas Tecnologia Assistiva/Adaptativa ou Auto Ajudas/Ajudas Técnicas.
Conceito: conjunto de artefatos disponibilizados às PNEEs, que contribuem para proporcionar-lhes uma vida mais independente, com mais qualidade e possibilidades de inclusão social.
Propósito: ampliar a comunicação, a mobilidade, o controle do ambiente, as possibilidades de aprendizado, trabalho e integração na vida familiar, amigos e sociedade em geral.
Decreto 3298/99 - Artigo 19 (Política Nacional para integração de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais - PNEEs) regulamenta a Lei 7853/89 - Integração.Social, assim dispõe sobre Ajudas Técnicas: elementos que permitem compensar uma ou mais limitações funcionais motoras, sensoriais ou mentais da PNEE, com o objetivo de permitir-lhe superar as barreiras da comunicação e da mobilidade e de possibilitar sua plena inclusão social.
Lei 10.098/00 - Acessibilidade Cap. VIII - Disposições sobre Ajudas Técnicas.
Decreto 5.296/04 - Regulamenta Leis 10.048 e 10.098/00, trata sobre Ajudas Técnicas, Desenho Universal, Acessibilidade. Nos Capítulos VI, VII e VIII aponta incentivos relativos a produção, comercialização de TA, capacitação de recursos humanos, dentre outros.
Alunos do curso Técnico em Informática do Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento Gonçalves (CEFET-BG) conquistaram o primeiro lugar do concurso Prêmio Técnico Empreendedor (2005) categoria Técnico. Concurso promovido pelo Ministério da Educação (SETEC/MEC). A Premiação aconteceu no dia 28 de novembro de 2005, em Brasília.
Receberam o Prêmio os Estudantes Jéssica Sabrini Fróes, Melissa Fagherazzi e Ramon Werle, juntamente com a professora orientadora Andréa Poletto Sonza.
O Projeto vencedor tem o nome de Agência de Acessibilidade e o principal objetivo é promover a incluão social de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (PNEEs).
A Agência de Acessibilidade será uma prestadora de serviços, onde serão realizadas as seguintes atividades:
Assim, por meio dessa agência, ao realizarmos os já nominados serviços estaremos contribuindo para propiciar a eqüidade de oportunidades, inclusão social e uma vida digna àqueles que muitas vezes são deixados à margem de uma sociedade que se diz justa e igualitária.

Prof. Adriano, Ramon, Profa. Andréa, Jéssica, Prof. Cavalheiro e Melissa

Premiação em Brasília

Comemoração com a turma de Informática
Link para um álbum com fotos sobre o NAPNE
http://picasaweb.google.com.br/jefroes/NAPNE?authkey=Yzy6mnXfDu0
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